Cloaker é um filtro de tráfego: ele analisa cada clique no seu link antes do redirecionamento e decide quem segue para a oferta e quem vê uma página neutra. Em campanhas de WhatsApp, ele tira do caminho robôs, ferramentas de espionagem, cliques de datacenter e gente fora do seu público. O resultado é um número de atendimento ocupado com conversas reais, e não com acessos automáticos.
Resumo rápido:
- Cloaker é uma camada entre o anúncio e o destino que avalia sinais do clique: navegador, provedor, país, dispositivo, origem e parâmetros.
- Quem não passa no filtro vê uma página segura, uma URL alternativa ou um erro 404.
- Filtrar tráfego é legal, mas as plataformas de anúncio proíbem mostrar ao revisor algo diferente do que o usuário vê.
- Filtro bom se mede: confira o motivo de cada bloqueio no relatório e teste o link antes de publicar.
O que é cloaker, exatamente?
Cloaker é um sistema que fica entre o clique e a página de destino. Antes de redirecionar, ele aplica as regras que você definiu: se o clique passa, a pessoa vai para a oferta ou direto para o WhatsApp; se não passa, recebe outra resposta. Pense na recepção de uma loja: cliente entra, robô fica na porta sem ocupar o vendedor.
No cloaker do RotaLink, cada link tem regras próprias.
Como o cloaker funciona por dentro?
- O clique chega. Alguém (ou algo) toca no seu link.
- Os sinais são lidos. O sistema confere o user-agent (a "identidade" do navegador), o provedor do IP, o país, o dispositivo, o idioma, o referrer (de onde a pessoa veio) e os parâmetros da URL, como fbclid, gclid e UTMs.
- As regras são aplicadas em ordem. A primeira regra que bloqueia decide o resultado.
- A resposta é enviada. Clique aprovado vai para o destino. Clique bloqueado recebe a página segura (servida na própria URL, com status 200), uma URL alternativa ou um 404, conforme você configurou.
- Tudo fica registrado. Cada bloqueio ganha um motivo, como "bot", "datacenter", "país" ou "parâmetro".
Quem deve ser filtrado (e por quê)?
Robôs de prévia e ferramentas automáticas
Quando um link é colado no WhatsApp, Telegram ou Slack, um robô visita a página para montar a prévia. Scripts como curl e python-requests e navegadores sem tela (HeadlessChrome) também fazem acessos automáticos. Nenhum deles compra; só sujam os seus dados.
Ferramentas de espionagem
Ferramentas que copiam anúncios e ofertas costumam acessar links a partir de servidores. Filtrar esse tráfego dificulta que alguém mapeie o seu funil inteiro com poucos cliques.
Cliques de datacenter e VPN
Uma pessoa comum navega pela operadora do celular ou pela internet de casa. Acessos de provedores de nuvem, como Amazon, Google, Microsoft e DigitalOcean, raramente são clientes. O filtro reconhece esses provedores pelo ASN, o registro de cada rede.
Tráfego fora do seu público
Se você só atende no Brasil, um clique de outro país não vira venda. O mesmo vale para dispositivo e horário de atendimento.
Os rastreadores das plataformas de anúncio (Meta, Google, TikTok) também são detectados como robôs. Isso exige cuidado com as políticas: leia "Cloaker é permitido?" abaixo.
O que é página segura e como montar uma boa?
Página segura é a página que aparece para quem foi bloqueado. Ela é neutra, carrega normalmente e não revela a oferta.
Uma boa página segura:
- É coerente com o seu negócio. Imagine uma loja de cosméticos que vende pelo WhatsApp: a página segura apresenta a loja, as linhas de produto e o horário de atendimento, nunca um assunto aleatório.
- Tem título e descrição claros, porque é ela que aparece na prévia quando alguém compartilha o link.
- Funciona bem no celular.
Você pode começar com modelos prontos (artigo, empresa ou "em construção") ou usar o seu próprio HTML. Se preferir, troque a página segura por uma URL alternativa, como o site institucional, ou por um 404.
Cloaker é permitido?
Filtrar tráfego é legal. Sites fazem isso o tempo todo para bloquear robôs, ataques e acessos de fora da área de atendimento.
O ponto de atenção são as plataformas de anúncio. Meta e Google têm políticas próprias e proíbem mostrar ao revisor do anúncio algo diferente do que o usuário vê com o objetivo de burlar a revisão. Se a página analisada pela plataforma não corresponde ao que o cliente recebe, o anúncio viola a política, e as consequências ficam com quem anuncia.
Por isso, use o cloaker para o que ele faz bem:
- tirar robôs, cliques inválidos e ferramentas de espionagem da sua oferta;
- proteger seus números de atendimento de acessos automáticos;
- segmentar por país, dispositivo e horário;
- medir de onde vem o tráfego sem valor.
Ofertas ilegais, golpes, phishing e produtos proibidos não são aceitos no RotaLink e resultam em bloqueio da conta. E a responsabilidade por cumprir as políticas de cada plataforma e a lei é sempre de quem anuncia.
Como medir se o filtro está funcionando?
Relatório com motivo de bloqueio. Cada clique mostra país, cidade, provedor, dispositivo, fonte, UTMs e, se foi barrado, o motivo. Acompanhe a porcentagem de bloqueados e a quebra por motivo.
Botão "Testar link". Simula um clique com o país, o dispositivo, o referrer e o user-agent que você escolher e mostra o que aconteceria. Use antes de publicar e sempre que mudar uma regra.
Como interpretar os motivos:
| Motivo no relatório | O que significa | O que fazer |
|---|---|---|
| bot | Robô, prévia ou script automático | Normal; nada a corrigir |
| datacenter | Acesso de servidor, nuvem ou VPN | Normal; observe se o volume cresce de repente |
| país | Clique fora dos países permitidos | Confira se a segmentação do anúncio bate com o filtro |
| dispositivo | Aparelho ou sistema fora da regra | Verifique se a regra não está barrando clientes |
| referrer ou parâmetro | Clique sem origem ou sem marca de anúncio | Revise se o link também é usado em tráfego orgânico |
| horário | Clique fora da janela configurada | Confirme se a janela bate com o atendimento |
Quais são os erros mais comuns?
- Filtro rígido demais. O caso clássico é exigir o parâmetro fbclid em um link que também está na bio ou em um grupo. Quem clica no orgânico não tem fbclid e cai na página segura. Exemplo hipotético: uma loja usa o mesmo link no anúncio e nos stories; os stories param de gerar conversas e ninguém entende o motivo. Solução: um link para cada origem.
- Página segura incoerente. Uma página que não tem nada a ver com o negócio confunde quem cai nela e passa uma imagem ruim da marca.
- Esquecer de testar no celular. Quem clica para falar no WhatsApp quase sempre está no celular. Simule cliques de Android e de iPhone antes de publicar.
- Não olhar o relatório. Muitos bloqueios por "país" ou "dispositivo" podem indicar regra errada, e não tráfego ruim.
Como o cloaker se combina com o WhatsApp?
O cloaker decide quem passa; a rotação decide para qual número cada pessoa vai. Veja como montar isso no guia de rotação de números de WhatsApp e na página do link de WhatsApp com rotação. Se você divulga pela bio, o artigo sobre link na bio para quem vende pelo WhatsApp mostra como aplicar o filtro em cada botão.
Próximo passo
Crie um link com cloaker, escolha a página segura e use o "Testar link" para ver o que cada tipo de visitante recebe. Os planos custam a partir de R$ 49 por mês; compare tudo na página de preços.